quinta-feira, 24 de abril de 2008

Matéria de Capa, Revista Pellegrino


Em uma bela tarde quente de Vitória, saímos eu e meu assistente para uma foto editorial, para a revista Pellegrino, SP.
Achando que iríamos chegar em alguma grande loja de auto-peças, chão limpinho, decoração clean e tal, nos deparamos com um pequenina loja, e um amontoado de peças para automóveis.
Beeeeeeem longe do que a gente esperava, mas com a confiança da boa foto, fomos para uma outra loja do mesmo. Essa, um pouco maior, mas com o mesmo amontoado de peças, paredes sujas e tudo mais. Giovani, nosso foco, nos levou ao "escritório", quase caí pra trás, mas... a foto tinha que ser feita naquela mesma tarde, e foto vai, foto vem, saiu a foto.
Ao chegar na agência, liguei para o contratante, e expliquei a situação. Ele me disse que é assim mesmo, e por isso que o trabalho deles, como revista, é o de ajudar essas pessoas, que não ligam muito para imagem, a evoluir mais.
E o resultado ta aí! Em mais uma publicação.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Maratona Vitória Gourmet



Essas foram as primeiras fotos que fiz pra revista Vitória Gourmet.
Em meio a donos de restaurantes mau humorados, e funcionários também, rendeu um belo trabalho. O que acontece com essas pessoas pra serem assim? Hehehehe... Mas que bom que são poucos, e a maioria recebeu a gente muito bem.
Foram ao todo 40 restaurantes e aproximadamente 100 pratos, e todos que pude degustar estavam muito bons!
Só achei uma pena, no dia em que fomos fazer o Official Prime Burger, tinhamos outro restaurante logo em seguida, e mais outro em seguida também. Mas tive que chegar um pouquinho atrasado, pois aqueles mini hamburgueres de picanha, são fenomenais! O que não deu pra comer foi uma bela sobremesa de sorvete de creme e uma calda de avelã com castanhas. =)
Espero que na próxima, dê tempo de fazer uma degustação mais apurada, e obviamente belas fotos com o tempo mais longo para cada visita.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

terça-feira, 8 de abril de 2008

FOCCUS


Webfolder de Boas Festas, feito para FOCCUS RH.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Sonótica


Para o Liquida Shopping 2008, Sonótica, Shopping Vitória.
(clique na imagem, para ampliar)

domingo, 6 de abril de 2008

Ela nega tudo



De volta ao Brasil depois de dez anos no exterior e 21 meses de prisão, Andréia Schwartz diz que não era cafetina, não era prostituta e não foi informante no escândalo que levou à renúncia do governador de Nova York. Sua principal defesa: “Os homens me acostumaram mal”
MARIANNE PIEMONTE


Num dos episódios da série Sex and the City, a colunista de jornal nova-iorquina Carrie Bradshaw (vivida por Sarah Jessica Parker) faz uma contagem de seus sapatos e conclui que gastou cerca de US$ 4 mil em escarpins e sandálias. O valor foi escolhido pelos roteiristas da série para dar idéia da extravagância da personagem. Mas ali, na mesma ilha de Manhattan, e na vida real, uma jovem brasileira tinha um closet que deixava o de Carrie no chinelo. Segundo os cálculos da capixaba Andréia Schwartz, de 31 anos, sua coleção de sapatos, bolsas e vestidos consumiu US$ 200 mil, entre Manolo Blahniks e Alaia Azzedines, os preferidos de Victoria Beckham e Raquel Welch. Eram o símbolo de sucesso dessa morena de 1,65 metro, 52 quilos e manequim 38 que um dia andou descalça pisando no barro e usou vestidos de chita em Colatina, interior do Espírito Santo, e agora trajava longos da Dior e freqüentava festas privadas nos Hamptons, uma espécie de Angra dos Reis da Costa Leste americana. No auge de sua vida social, Andréia convivia com gente como o ator Bruce Willis, a cantora Beyoncé, políticos como Eliot Spitzer, ex-governador de Nova York, e executivos como Wayne Pace, vice-presidente do grupo Time Warner, com quem namoraria durante quatro anos. Tirando o sexo e a cidade dessa história, o enredo poderia até ser confundido com algum conto de fadas da Disney. Isso se não houvesse cadeia, traição e muitas lacunas na trama.

Presa em 1o de junho de 2006, acusada de controlar uma rede de prostituição, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, Andréia cumpriu 21 meses de prisão em Rikers Island, Nova York. De acordo com os jornais americanos, teria sido informante no caso que ligou o então governador de Nova York, Eliot Spitzer, à rede de prostituição Emperors Club VIP, indicando inclusive a garota por quem ele pagava US$ 4 mil por hora. Spitzer renunciou alguns dias depois de o caso vir à tona.

Segundo a imprensa americana, Andréia trabalhou como prostituta de luxo no Emperors Club Vip e depois montou a própria rede em seu apartamento. Lá, a polícia encontrou 7 gramas de cocaína. Ela não chegou a ir a júri. Declarou-se culpada para pegar uma pena menor. Seus advogados dizem que ela foi pressionada a aceitar o acordo. De volta ao Brasil e a sua cidade natal, Vitória, Espírito Santo, Andréia encontrou-se com a reportagem de ÉPOCA. Num primeiro momento, estava arredia. Para falar, queria um contrato e dinheiro. Depois aceitou conversar, em troca apenas da paciência para ouvir sua história com calma.

‘‘Eles (o FBI) me ofereceram que eu ajudasse na investigação do caso do governador, mas não sei de nada. Não sou prostituta nem cafetina’’

Vaidosa, fez questão de passar num salão de bairro, em Maruípe, Vila Velha, para retirar o loiro-platinado com que coloriu os cabelos assim que chegou ao Brasil. A intenção era passar despercebida, mas o efeito foi o contrário. O salão em nada lembrava o elegante Biguine, na Quinta Avenida, onde uma escova chega a custar US$ 250. Uma escova em Maruípe não passa de R$ 15. “Fico melhor assim, mais (Luiza) Brunet”, disse. Nossa primeira conversa durou cerca de quatro horas, na terça-feira. Andréia estava com seu natural castanho-médio e leves mechas douradas. O segundo encontro foi na quarta-feira, para a sessão de fotos que ilustram a reportagem.

Antes das fotos, ela diz que jamais foi informante do governo americano ou do FBI. “Eles me ofereceram em 16 de março que eu ajudasse na investigação do caso do governador, mas eu disse que não sei de nada. Nunca vi, nem conheço essa Ashley (a garota de programa com quem Spitzer saía). Não sou prostituta nem cafetina.” Ela diz também que nunca foi favorecida por delação premiada, que foi solta porque não havia evidências que a condenassem pelos crimes de que foi acusada. Seus advogados brasileiros, Arthur Stephan de Melo e Marcelo Rodrigues, afirmam que ela não assinou nenhuma confissão. Dizem, inclusive, que têm informações de que os policiais que fizeram a prisão dela foram demitidos, depois da deportação de Andréia, por crimes de extorsão. Mas o nome deles segue em segredo de Justiça até a conclusão do caso.

Se ela nega todos esses crimes, por que a polícia iria bater à porta de seu elegante apartamento avaliado em US$ 1 milhão, no Central Park? Se ela nunca agenciou ninguém, por que foi chamada de cafetina e por que cheques de grandes investidores foram parar em sua conta? Para responder a essa série de perguntas, Andréia nos contou a história de sua vida, que ela pretende que em breve se torne um livro, publicado em português e inglês. ÉPOCA adianta alguns dos capítulos.

Andréia nasceu em Vitória, em 2 de março de 1977, filha de Elza Dias e Eliezer Schwartz. A mãe, uma morena vistosa, deixou o pai e foi morar com o segundo marido, que não aceitou as duas filhas dela. Então, Andréia, com 4 anos, e Marléia, com 3, foram para a casa do pai, em Colatina, onde cresceram brincando no barro, usando chita e colhendo o café que era plantado no pequeno sítio.

Com 13 anos, Andréia voltou para a casa da mãe. Pequena, mas com corpo já bem formado, trabalhava como modelo da loja de biquínis que dona Elza tinha com uma irmã, chamada Pamlice (junção do nome das primas: Pamela e Alice). Chamava a atenção dos rapazes. O filho do pastor da igreja batista que a família freqüenta, Luciano Bonela, foi o primeiro menino da turma que teve aulas com Andréia de como deveria ser um primeiro beijo. “Mas não tivemos nada, não. Eu já estava interessada em outro”, disse Andréia. O outro era Wilson Oliveira, um rapaz três anos mais velho, de quem ela engravidou aos 15.

Leia mais: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG82910-6014-516,00-ELA+NEGA+TUDO.html



Foto: José Alberto Júnior

FONTE: http://revistaepoca.globo.com/